Política em Foco nas Repúblicas: de Curitiba e do Brasil

Arquivo de categoria

Brasil

Pronunciamento de Michel Temer, sábado (20): principais pontos

em Brasil/Notícias/Política por

O presidente Michel Temer voltou a afirmar que continuará à frente do governo na tarde deste sábado (20). Foi seu segundo pronunciamento oficial depois da denúncia feita por Joesley Batista, dono da JBS, em delação ao Ministério Público Federal. Ele também protocolou no STF, na tarde deste sábado, um pedido para que o inquérito que investiga essas denúncias seja suspenso.

Veja abaixo frases do pronunciamento de Temer, que durou 12 minutos, e entenda o contexto de cada afirmação:

“Essa gravação, clandestina, é o que diz, foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos, incluída no inquérito sem a devida e adequada averiguação, levou muitas pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil.”
(01’11”)

O presidente se referiu a informações veiculadas na imprensa. Segundo os jornais “Folha de S.Paulo” e “O Estado de S. Paulo”, peritos veem cortes na gravação de Joesley com Temer, mas partes fundamentais da gravação estão sem alteração. Na quinta-feira (18), Temer já havia dito que considerava a gravação “clandestina”. Porém, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, ao autorizar a abertura de inquérito para investigar Temer, que a gravação da conversa feita pelo empresário Joesley Batista com Temer é legal.

“O autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova York. O Brasil, que já tinha saído da mais grave crise econômica de sua história, vive agora, sou obrigado a reconhecer, dias de incerteza. Ele não passou nenhum dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado, não foi punido e, pelo jeito, não será.”
(02’14”)

Joesley Batista foi autorizado a deixar o país após acordo de delação com a justiça. O dono do Grupo JBS embarcou no aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite do dia 10 de maio, com destino ao aeroporto de Terterboro em Nova Jersey, nos EUA. Imagens obtidas com exclusividade pelo Jornal Hoje mostram os últimos momentos de Joesley Batista no Brasil. Câmeras de segurança do terminal dois mostram sua chegada na área de embarque acompanhado da mulher, do filho e da cunhada, que leva uma criança de colo.

“Antes de entregar a gravação, [Joesley] comprou US$ 1 bilhão porque sabia que isso provocaria caos no câmbio. Sabendo que a gravação também reduziria o valor das ações de sua empresa, as vendeu antes da queda da bolsa. Não são palavras minhas apenas. Os fatos estão sendo investigados pela Comissão de Valores Mobiliários. A JBS lucrou milhões e milhões de dólares em menos de 24 horas.”
(03’17”)

Neste trecho, Temer acusa Joesley Batista de fazer movimentações no mercado de valores com informações privilegiadas. A compra de dólar na véspera do vazamento dos aúdios da delação premiada da JBS teria levado a empresa a obter ganhos financeiros, já que a cotação da moeda disparou 8,15% na quinta-feira (18). Na sexta, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou três processos administrativos em uma semana para investigar o frigorífico JBS. As informações sobre o conteúdo das investigações não foram confirmadas pela CVM.

“E no caso, convenhamos, no caso central de sua delação, fica patente o fracasso de sua ação. O Cade não decidiu a questão solicitada por ele. O governo não atendeu a seus pedidos. Não se sustenta, portanto, a acusação pífia de corrupção passiva.”
(05’23”)

O caso mencionado baseia um inquérito aberto pelo MPF contra Rodrigo Rocha Loures, deputado federal afastado e amigo de Temer. Segundo delação de Ricardo Saud, diretor da JBS, Loures e Saud teriam negociado, em abril, o pagamento semanal de propina a Loures e Temer durante 25 anos. O motivo do pagamento seria uma decisão do Cade que reduziria os custos do gás boliviano e beneficiaria a produção de energia de uma das empresas do Grupo JBS. Em nota, o Cade afirmou que o caso ainda se encontra em análise e não houve decisão do órgão sobre o assunto.

“Lembrem da acusação de que eu dera aval para comprar o silêncio de um ex-deputado. Não existe isso na gravação, mesmo tendo sido adulterada. E não existe porque nunca comprei o silêncio de ninguém. Não obstruí a Justiça porque não fiz nada contra a ação do Judiciário.”
(08’29”)
“Não é a conexão de quem diz: olhe, eu estou comprando o silêncio de um ex-deputado e estou tanto a ele. Não. A conexão é com a frase: eu me dou muito bem com o ex-deputado, mantenho uma boa relação. E eu digo isso: mantenha isso, viu. Eu enfatizo muito o ‘viu’.”
(09’47”)

Temer se refere ao trecho da conversa que começa aproximadamente no minuto 11 do áudio de 38 minutos divulgado pelo STF, e que foi o primeiro conteúdo das delações divulgado. Na conversa, Joesley afirma: “O que é que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok… ” e, em seguida, Temer diz: “Tem que manter isso, viu…”

A crítica em forma de Música – “Vossa Excelência” – Titãs

em Brasil/Justiça/Notícias/Política por

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Bandido! Corrupto
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão!

-“Isso não prova nada
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos
De tomar nenhuma decisão
Vamos esperar que tudo caia
No esquecimento
Aí então!
Faça-se a justiça!”

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!

-“Estamos preparando
Vossas acomodações
Excelência!”

Filha da Puta!
Bandido! Senhores!
Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!

O Assédio Moral na Administração Pública

em Brasil/Curiosidades/Justiça/Notícias por
O assédio moral não é um assunto novo. Na realidade, trata-se de um tema tão antigo quanto as próprias relações de trabalho.
Não há diferenças significativas na ação de assediadores nos universos público e privado. Porém, em virtude da natureza do serviço público, o assédio se torna mais grave, pelo fato de que na administração pública não existe uma relação patronal direta e sim uma hierarquia que deve ser respeitada.
A relação patronal no serviço público reside no dever do agente público tratar com respeito, decoro e urbanidade todo e qualquer cidadão. Este é o verdadeiro “patrão”, que custeia a remuneração do agente público por meio do pagamento de tributos.
Na relação de trabalho, o agente público está sujeito ao princípio da hierarquia, constituída principalmente para estabelecer um grau de responsabilização e ordem, objetivando que o serviço público alcance seu objetivo maior, que é o bem comum.

O que realmente é assédio moral na relação de trabalho?

Resumindo   trata-se,   portanto,   da   exposição   do   servidor   a   situações  humilhantes  e  constrangedoras,  recorrentes  e  prolongadas  durante  a  jornada  de  trabalho  e  no  exercício  das  funções.  Essa  exposição  à  tirania  é  mais  freqüente  em relações  hierárquicas  autoritárias,  nas  quais  predominam  condutas  negativas,  atos  desumanos   de   longa   duração,   exercidos   por   um   ou   mais   chefes   contra   os  subordinados, ocasionando a desestabilização da vítima com o ambiente de trabalho e a organização.  

A  vítima  é  isolada  do  grupo  sem  explicação,  passando  a  ser  ridicularizada,  inferiorizada  e  desacreditada  diante  de  seus  colegas.  Estes,  por  medo,  vergonha,  competitividade  ou  individualismo,  rompem  os  laços  afetivos  com  a  vítima  e,  muitas  vezes,  acabam  reproduzindo  ações  e  atos  do  agressor,  instaurando  um  “pacto  de  tolerância   e   de   silêncio   coletivo”,   enquanto   a   vítima   vai   se   degradando   e   se   enfraquecendo.
Esta  humilhação  repetitiva  acaba  interferindo  na  vida  do  humilhado,  gerando  sérios  distúrbios  para  a  sua  saúde  física  e  mental  e  podendo  evoluir  para  a  própria  incapacidade para o trabalho, a aposentadoria precoce e a morte.

Em síntese o assédio moral é uma perseguição continuada, cruel, humilhante e covarde  desencadeada,  normalmente,  por  um  sujeito  perverso,  tanto  vertical  quanto  horizontalmente,  que  intenciona  afastar  a  vítima  do  trabalho,  mesmo  que  para  isso tenha que degradar sua saúde. 

Continue lendo

Temer retira servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência

em Brasil/Governo/Notícias/Política por

O presidente da República, Michel Temer, tirou da proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional os servidores públicos estaduais. O anúncio foi feito na noite de hoje no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, a decisão reforça o princípio federativo e a autonomia dos estados, algo que segundo ele é exaltado pelo governo. A medida também vale para os municípios. Com a decisão, os servidores públicos estaduais e municipais saem da reforma discutida atualmente na Câmara dos Deputados.

“Vários estados já providenciaram sua reformulação previdenciária. E seria uma relativa invasão de competência, que nós não queremos levar adiante, portanto disciplinando a Previdência apenas para servidores federais”, disse o presidente, em rápido pronunciamento. A decisão faz com que professores da rede pública estadual e policiais civis estaduais, dentre outras categorias vinculadas aos governos dos estados, aguardem uma reforma específica, definida pelos governadores e deputados estaduais.

Continuam dentro da reforma apresentada pelo governo os servidores públicos federais, bem como os trabalhadores da iniciativa privada, como por exemplo os regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Com isso, Temer atende a um pedido da base governista no Congresso. “Isso agrada a base. É um pleito da base sendo atendido pelo governo. Cada estado trata dos seus funcionários e nós aqui, a nível federal, tratamos dos servidores públicos federais”, disse o deputado Carlos Marun (PMDB/MS), presidente da comissão especial criada para analisar a proposta da Reforma da Previdência.

Além de Marun, estavam presentes no pronunciamento o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), o relator do projeto de reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA) e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), além dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Temer tem se reunido nos últimos dias com parlamentares da base e ministros para tratar do tema e negociar uma aprovação o mais integral possível do texto enviado pelo Palácio ao Congresso. Ontem, o presidente recebeu sua equipe de ministros e pediu que melhorassem a comunicação entre os parlamentares da abse, esclarecendo os pontos mais importantes da reforma. Hoje, Temer conversou com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), que pediu alterações em pontos relacionados ao público contemplado pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).

*texto ampliado às 21h38 para inclusão de novas informações

Fonte: Agência Brasil - EBC

 

Entenda o caso “Lava Jato”

em Brasil/Justiça/Notícias por

O nome do caso, “Lava Jato”, decorre do do uso de uma rede de postos de combustíveis e lava a jato de automóveis para movimentar recursos ilícitos pertencentes a uma das organizações criminosas inicialmente investigadas. Embora a investigação tenha avançado para outras organizações criminosas, o nome inicial se consagrou.

A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. Soma-se a isso a expressão econômica e política dos suspeitos de participar do esquema de corrupção que envolve a companhia.

No primeiro momento da investigação, desenvolvido a partir de março de 2014, perante a Justiça Federal em Curitiba, foram investigadas e processadas quatro organizações criminosas lideradas por doleiros, que são operadores do mercado paralelo de câmbio. Depois, o Ministério Público Federal recolheu provas de um imenso esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras.

Nesse esquema, que dura pelo menos dez anos, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema, incluindo doleiros investigados na primeira etapa.

As empreiteiras – Em um cenário normal, empreiteiras concorreriam entre si, em licitações, para conseguir os contratos da Petrobras, e a estatal contrataria a empresa que aceitasse fazer a obra pelo menor preço. Neste caso, as empreiteiras se cartelizaram em um “clube” para substituir uma concorrência real por uma concorrência aparente. Os preços oferecidos à Petrobras eram calculados e ajustados em reuniões secretas nas quais se definia quem ganharia o contrato e qual seria o preço, inflado em benefício privado e em prejuízo dos cofres da estatal. O cartel tinha até um regulamento, que simulava regras de um campeonato de futebol, para definir como as obras seriam distribuídas. Para disfarçar o crime, o registro escrito da distribuição de obras era feito, por vezes, como se fosse a distribuição de prêmios de um bingo.

Funcionários da Petrobras – As empresas precisavam garantir que apenas aquelas do cartel fossem convidadas para as licitações. Por isso, era conveniente cooptar agentes públicos. Os funcionários não só se omitiam em relação ao cartel, do qual tinham conhecimento, mas o favoreciam, restringindo convidados e incluindo a ganhadora dentre as participantes, em um jogo de cartas marcadas. Segundo levantamentos da Petrobras, eram feitas negociações diretas injustificadas, celebravam-se aditivos desnecessários e com preços excessivos, aceleravam-se contratações com supressão de etapas relevantes e vazavam informações sigilosas, dentre outras irregularidades.

Operadores financeiros – Os operadores financeiros ou intermediários eram responsáveis não só por intermediar o pagamento da propina, mas especialmente por entregar a propina disfarçada de dinheiro limpo aos beneficiários. Em um primeiro momento, o dinheiro ia das empreiteiras até o operador financeiro. Isso acontecia em espécie, por movimentação no exterior e por meio de contratos simulados com empresas de fachada. Num segundo momento, o dinheiro ia do operador financeiro até o beneficiário em espécie, por transferência no exterior ou mediante pagamento de bens.

Agentes políticos – Outra linha da investigação – correspondente à sua verticalização – começou em março de 2015, quando o Procurador-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal 28 petições para a abertura de inquéritos criminais destinados a apurar fatos atribuídos a 55 pessoas, das quais 49 são titulares de foro por prerrogativa de função (“foro privilegiado”). São pessoas que integram ou estão relacionadas a partidos políticos responsáveis por indicar e manter os diretores da Petrobras. Elas foram citadas em colaborações premiadas feitas na 1ª instância mediante delegação do Procurador-Geral. A primeira instância investigará os agentes políticos por improbidade, na área cível, e na área criminal aqueles sem prerrogativa de foro.

Essa repartição política revelou-se mais evidente em relação às seguintes diretorias: de Abastecimento, ocupada por Paulo Roberto Costa entre 2004 e 2012, de indicação do PP, com posterior apoio do PMDB; de Serviços, ocupada por Renato Duque entre 2003 e 2012, de indicação do PT; e Internacional, ocupada por Nestor Cerveró entre 2003 e 2008, de indicação do PMDB. Para o PGR, esses grupos políticos agiam em associação criminosa, de forma estável, com comunhão de esforços e unidade de desígnios para praticar diversos crimes, dentre os quais corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Fernando Baiano e João Vacari Neto atuavam no esquema criminoso como operadores financeiros, em nome de integrantes do PMDB e do PT.

Fonte: MPF

Silas Malafaia é indiciado pela PF na Operação Timóteo

em Brasil/Justiça/Notícias por

São Paulo – O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado.

A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).

Malafaia é suspeito de apoiar na lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

O mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo provocou a ira do pastor Silas Malafaia. No dia da condução coercitiva, em seu Twitter, colérico, o pastor publicou mensagens, áudio e vídeo negando as suspeitas da investigação.

“Eu sei o poder das trevas”, afirmou em áudio.

O nome da operação é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante da Bíblia Cristã: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”.

Fonte: Uol Notícias

Planalto anuncia nova diretoria da hidrelétrica Itaipu

em Brasil/Governo/Notícias/Paraná por

O Palácio do Planalto divulgou, nesta tarde, a relação completa de nomes que compõem a nova diretoria da hidrelétrica Itaipu Binacional. O novo diretor-geral brasileiro será Luiz Fernando Vianna, que assume o cargo no lugar de Jorge Samek. Ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, Samek exerce a função desde 2003.

A lista com os nomes da nova diretoria ainda será publicada no “Diário Oficial da União” nos próximos dias.

Vianna é o atual diretor-presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), e foi indicado pelo governador do Paraná, Beto Richa, filiado ao PSDB.

Os tucanos conquistam o comando de uma das estatais mais importantes do país num momento em que reivindicam maior participação no núcleo decisório do governo de Michel Temer. Em fevereiro, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), assumirá a Secretaria de Governo, com assento no quarto andar do Planalto.

Marcos Antônio Baumgartner, indicado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros — filiado ao PP do Paraná —, assumirá o segundo cargo na hierarquia da estatal, de diretor técnico executivo. Marilice Perazzoli Collin será a nova diretoria jurídica. O novo diretor administrativo será Rubens de Camargo Penteado. O novo diretor financeiro executivo será Marcos Vitório Stamm.

E o diretor de coordenação será Ramiro Wahrhaftig.

A maioria dos cargos era ocupada por indicados do PT, como Edésio Passos, ex-diretor administrativo, morto em agosto de 2016. Ele foi presidente da sigla no Paraná.

Fonte: Valor Econômico

 

Eike perdeu empresas ‘X’ e tenta retomar negócios com marca de pasta de dente

em Brasil/Governo/Notícias por

De homem mais rico do Brasil e sétimo mais rico do mundo, Eike Batista viu seu império ruir e se tornou, além de réu e procurado pela Justiça, um homem de poucos negócios. Precisou se desfazer de suas principais apostas e, de controlador, passou a um acionista minoritário das empresas “X”. Os novos donos retiraram a simbólica letra dos nomes das empresas. Afundado em dívidas e prejuízos, chegou a declarar, em 2015, que seu patrimônio pessoal era negativo. Hoje tenta voltar ao mundos dos negócios com novas empresas, como uma fabricante de pasta de dente.

Filho do ex-presidente da Vale Eliezer Batista, Eike começou sua carreira como vendedor de seguros porta a porta na Alemanha. Largou a faculdade de engenharia e a vida fora do Brasil para explorar ouro na região Amazônica. Foi só o primeiro de uma série de negócios ambiciosos que não passaram de promessas.

Eike fez sua fortuna convencendo investidores a colocar dinheiro nas suas ideias. Ficou bilionário lançando ações de companhias pré-operacionais, ou seja, que não produziam nada, na bolsa de valores, como a petroleira OGX e as mineradoras MMX e CCX.

Sua derrocada começou em 2012, quando sua petroleira teve de admitir aos investidores que sua produção era aquém do estimado. A partir de então, Eike e suas empresas entraram em uma crise de confiança e as portas de bancos e investidores se fecharam.

A situação se tornou insustentável quando Eike deu o calote nos investidores e sua petroleira entrou em recuperação judicial. Após a derrocada, o empresário se desfez da maior parte dos seus negócios e após uma série de vendas para quitar as dívidas passou a deter apenas participações mínimas perto de 1% nas empresas do antigo “império X’.

Cármen Lúcia recebe filha de Teori Zavascki e diretor-geral da Polícia Federal

em Brasil/Justiça/Lava Jato/Notícias por

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, recebeu nesta sexta-feira (27), em seu gabinete, a filha e o genro do ministro Teori Zavascki, morto na semana passada em acidente aéreo.

Também participou do encontro o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, que acompanha, junto com o Ministério Público Federal, a investigação das possíveis causas do acidente.

(Atualização: Inicialmente, a assessoria do Supremo havia informado que o encontro da ministra era com dois filhos de Teori. Posteriormente, às 15h57, a informação foi corrigida e a assessoria informou que o encontro foi com a filha e o genro do ministro.)

O encontro durou cerca de uma hora e foi combinado para tratar de questões pendentes relacionadas aos objetos pessoais que ainda se encontram no gabinete do ministro ou no apartamento funcional que ele utilizava.

Desde a morte de Teori Zavascki, Cármen Lúcia tem dedicado boa parte de seu tempo para tratar dos assuntos ligados ao ministro, entre os quais a definição de um novo relator para os processos da Operação Lava Jato e a homologação da delação premiada de executivos da Odebrecht.

A ministra já decidiu tirar de pauta oito ações que seriam julgadas no próximo dia 1º, quando o STF volta do recesso, cujo relator era Teori Zavascki. Antes dos julgamentos, está prevista uma homenagem no plenário da Corte.

Fonte: G1

Juízes do gabinete de Teori concluem audiências com delatores da Odebrecht

em Brasil/Governo/Justiça/Lava Jato/Notícias por

Os juízes auxiliares do Supremo Tribunal Federal (STF) concluíram nesta sexta-feira (27) as audiências com os 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht que fecharam acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

Esses juízes atuam no gabinete de Teori Zavascki. Ministro da Corte desde 2012, Teori morreu na semana passada, após queda de avião em Paraty (RJ). Ele era o relator dos processos da Lava Jato no Supremo.

Nas audiências com os executivos e ex-executivos da Odebrecht, os juízes perguntaram aos delatores se as informações foram prestadas nos depoimentos de livre e espontânea vontade, sem coação por parte dos investigadores.

Concluída esta fase, a expectativa agora se volta para a homologação dos acordos, o que dá validade jurídica às colaborações e permite ao Ministério Público pedir investigações sobre políticos e operadores citados.

Um dos últimos delatores ouvidos no trabalho de checagem das delações foi o ex-presidente e principal herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht, que participou da audiência no presídio onde está, em Curitiba (PR)

Fonte: G1
Ir Para Topo